O pop não poupa ninguém, nem a arte: a pop-art americana


Movimento artístico não tem hora nem lugar para chegar. Ele começa a aparecer conforme as inspirações, as técnicas e os modelos vão mudando com o contexto e dinâmicas sociais. Com a pop art não foi diferente. Seu início começa a despontar do Expressionismo abstrato e do que foi chamado de “Neo-Dada”, ou novo dadaísmo, em uma referência ao movimento dadaísta do início do século XX.

Vamos conhecer cinco artistas da transição à consolidação da pop-art americana.

Desafiando o Expressionismo: Robert Rauschenberg (1925–2008)

Robert Rauschenberg

Mil e uma utilidades, Milton Ernest "Robert" Rauschenberg contrariou a ideia de que o artista deveria trabalhar dentro de uma única especialidade. Ele era fera em várias técnicas como pintura, escultura, fotografia, gravuras e performance.

Nascido em Port Arthur (Texas), estudou no colégio experimental Black Mountain College, em Asheville (Carolina do Norte), no qual foi aluno de Josef Albers, artista e professor da Escola de Bauhaus (ilustre escola alemã de artes). Seus mais de 40 anos de produção artística foram vividos, principalmente, em Nova Yorque (NY) e na Captiva Island (Florida). Ganhou a National Medal of Arts em 1993 e o Leonardo da Vinci World Award of Arts em 1995.

Rauschenberg foi parceiro de criação de diversos artistas. Destacamos sua parceria com Jasper Johns (veja história dele ainda neste texto), com o qual dividiu um estúdio em Nova York nos anos 50. Juntos, os dois recusaram as tradições da arte e incorporaram novos tipos de materiais às criações. Ao desafiar o Expressionismo Abstrato – estilo que vigorava na época – foram precursores do movimento que viria: a pop-art. Robert também criou junto com o artista Cy Twombly, com o compositor John Cage e com o coreógrafo Merce Cunningham.

“Combine” (1954–64), sua primeira grande série, combinava pintura e escultura. A obra traz objetos comuns no contexto da arte. Ele considerava um pedaço de jornal, uma fotografia e até o filamento de uma lâmpada como objetos dignos de serem usados na construção da arte – tão dignos quanto uma pincelada de tinta.

Coca-Cola Plan (1958), uma das obras da série Combine

Uma de suas mais famosas séries é baseada nos Cantos do Inferno da obra de Dante Alighieri (A Divina Comédia, 1320). Ele usou solvente para transferir fotografias de revistas e jornais em papel de desenho criando 34 litogravuras. A série é emblemática e mostra um “inferno” não palpável, porém tangível.

Representações de seu acervo estão protegidas por direitos autorais. Veja suas obras em miniaturas no site do MoMA.

O mais importante artista americano vivo: Jasper Johns (1930)

Jasper Johns. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org.

Jasper Johns é um pintor, escultor e gravurista cuja obra permeou a transição do expressionismo abstrato, passando pelo neo-dadá até chegar à pop-art. O New York Times referiu-se a ele, em 2018, como o "artista vivo mais importante" dos Estados Unidos. Suas obras são vendidas por altos valores em leilões e, por várias vezes, por preços recordes para um artista vivo.

Mesmo tendo estudado na Universidade da Carolina do Sul por mais de um ano e em uma escola de arte em Nova York, ele é considerado um autodidata. Johns recebeu muitas honras ao longo de sua carreira, incluindo o recebimento da Medalha Nacional de Artes em 1990, e a Medalha Presidencial da Liberdade em 2011.

Johns foi colocado na vanguarda da arte norte-americana devido, principalmente, à sua experimentação técnica inovadora. Criou sobre símbolos nacionais como a bandeira norte-americana. Suas pinturas eram texturizadas de modo rico. As imagens de alvos, bandeiras, mapas e números ajudaram a introduzir as bases da pop-art e trouxeram um conceito minimalista. Seu trabalho inicial foi Influenciado por Marcel Duchamp e, conforme citamos acima, ele criou junto com Robert Rauschenberg.

Flag (Moratorium), 1969. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org.

Sua arte trazia uma preocupação com as imagens familiares concretas, porém conceituais, o que o levou a inovar em diversas técnicas de transferência de imagens como litografia, serigrafia, gravura e xilogravura. Utilizou materiais diversos como lápis, caneta, pincel, cera, crayon e gesso. Deste modo, desafiou todas as possibilidades de gravar e trabalhar por cima de imagens.

Recursos visuais e técnicas dos mais variados tipos estão reunidos em suas criações: assemblages, ilusões ópticas, frottage, uso de estênceis, arte gráfica, entre outros. Nos anos 60, ele incluiu materiais estranhos ao mundo das artes como facas e garfos, que ficavam pendurados na parede enquanto ele tentava criar uma nova relação entre arte e vida. Sua questão era “quando a arte termina e a vida começa? ”.

O pop dos pops: Andy Warhol (1928 – 1987)

Andy Warhol. Imagem para mera ilustração do site The Art Story.

Andrew Warhola, que ficou conhecido no meio artístico apenas como Andy Warhol, era a personificação do movimento pop. Estava sempre em evidência e na moda. Era um influencer de sua época e soube aproveitar a maré. Com certeza você já viu alguma de suas obras. Foi a principal figura da pop-art.

Ele nasceu na cidade de Pittsburgh (Pensilvânia). Sua família era vinda da Eslováquia. Warhol cursou design no Instituto de Tecnologia Carnegie. Depois de formado, mudou-se para Nova York onde trabalhou como publicitário e ilustrador de veículos famosos como Vogue, Harper's Bazaar e New Yorker.

Em 1952, o artista criou a sua primeira exposição individual que consistia na exibição de quinze desenhos inspirados na produção de Truman Capote, quando ainda assinava com o nome de batismo. Em 1956, Andy exibiu esses mesmos desenhos no MOMA (Nova Iorque), já com o nome artístico, que ficava cada vez mais conhecido.

A partir desta exposição, focou na representação de objetos americanos icônicos, principalmente celebridades. Pintou notáveis como seu íntimo amigo e artista Jean-Michel Basquiat, Marilyn Monroe, Mick Jagger, Jackie Kennedy, Mao Tsé-Tung e Elvis Presley, entre outros. Andy também representava em suas obras, personagens fictícios e temas cotidianos, como flores. Transformava “medíocre em lucrativo", como diziam os críticos.

Sua obra tinha o que chamavam de “energia visual”. Utilizava cores surpreendentes em combinações inusitadas. Dominava técnicas de pintura, desenho, escultura e serigrafia. O bom-humor e despojo de sua obra arejaram a pop-art. Além de trabalhar como artista plástico, Wahrol também atuou como cineasta.

Andy foi grande amigo de Jean-Michel Basquiat, com quem tinha uma relação “ganha-ganha”: dizia-se que Basquiat precisava da fama de Andy que, por sua vez, precisava do sangue novo de Basquiat. Andy era bem mais velho que Basquiat. Os dois eram tão próximos que chegaram a dizer que eram um casal. Wahrol declarava-se gay, porém Basquiat teve várias namoradas, incluindo Madonna.

Na década de 60, patrocinou a criação da famosa banda de rock The Velvet Underground. Ele queria que o projeto representasse uma nova referência na música contemporânea. O artista criou a capa do primeiro disco da banda, com sua famosa obra da banana amarela.

Capa do disco The Velvet Underground & Nico (1967)

Sua obra “Campbell’s Soup Cans” – 32 telas com as variedades de sopas oferecidas pela empresa na época – elevou a pop-art a movimento artístico reconhecido nos EUA. O estilo não-pictórico (que não parece pintura) e o aspecto comercial causaram muitas críticas no início, pois afrontavam o conceito do Expressionismo Abstrato, estilo dominante no país até então. Quanto mais debatia-se sobre a obra, mais conhecido Andy ficava.

Uma das variações de Campbell’s Soup Cans Campbell’s (1962). Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org.

Outra obra de arte que goza de grande fama até os dias de hoje é a representação da figura de Marilyn Monroe em 50 imagens da atriz, todas utilizando a mesma peça publicitária do filme Niagara (1953). Criada logo após a morte da estrela, metade das imagens estão coloridas e metade está em preto em branco, desvanecendo coluna a coluna, o que diziam ser uma sugestão à sua mortalidade.

Marilyn Diptych (1962) foi nomeada a terceira peça mais influente da arte moderna em uma pesquisa do The Guardian. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org.

Detalhe de Marilyn Diptych. Os retratos de Marilyn foram amplamente reproduzidos em cores diversas pelo artista e por outros.

Warhol foi vítima de um atentado em 1968, aos 40 anos, que deixou sequelas. Ele faleceu em 1987, aos 58 anos, após uma cirurgia na vesícula biliar.

Olhe de perto: Roy Lichteinshein (1923-1997)

Roy Lichteinshein

Roy Fox Lichtenstein começou sua produção artística com um estilo sério retratando grandes eventos históricos americanos. Depois, passou a usar referências dos quadrinhos e da propaganda, junto com objetos do cotidiano e cenários.

Ele pegava, por exemplo, um segmento de uma figura dos quadrinhos e explodia a cena na tela, trazendo um conceito de abstração, como em Drowning Girl, uma de suas mais famosas telas. Nesta obra, Lichtenstein recortou a cena original e modificou o texto da bolha de diálogo, trazendo à tona a situação da donzela em perigo. Assim como em outras, ele copiou a imagem original manualmente e ajustou a composição dentro de seu objetivo narrativo. Ele traçava o esboço na tela com a ajuda de um projetor.

Drowning Girl (1963). Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org.

Whaam! (1963). Outra obra famosa que remete aos quadrinhos. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org.

Sua técnica parecia-se com o Pontilhismo de Seurat, porém criava imagens com os pontos em uma escala maior. O padrão de pontos exagerado e composto por cores utilizado nas imagens era o chamado Ben-Day dots, o que acabou tornando-se uma assinatura de seu estilo. Ben-Day é um padrão de pontos que reduz a paleta de cores e incorpora cores primárias saturadas, eliminando detalhes e aumentando contrastes.

Detalhe de Ban-Day dots. Fonte: TheWalkupBlog

Em 1992, na peça Interior with Mobile, Lichtenstein aumentou seu sistema de representação com a tela que tinha o tamanho de um quarto. Utilizou cores primárias contornadas em preto, planos de cor não modulada, listras e Ben-Day dots.

Interior with Mobile. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org.

Lichtenstein mergulhou no campo vasto da história da arte e retratou, em 1969, homenageou Claude Monet no estudo da luz solar sobre a Catedral de Rouen.  

Ao longo de sua carreira, Lichtenstein confundiu tais oposições - entre realidade e artificialidade, alta arte e cultura de massa, abstração e figuração, e manual e mecânica - para revelar sua interdependência.

América nua: Tom Wesselmann (1931-2004)

Tom Wesselmann. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

Nasceu em Cincinnati (Ohio) e, no mesmo Estado, frequentou o Hiram College e a Universidade de Cincinnati. Tom passou dois anos no exército, período durante o qual ele desenhava desenho animado. Depois, formou-se em Psicologia em 1956. Porém, decidiu trabalhar com cartum e se matriculou na Art Academy of Cincinnati. Após a formatura, mudou-se para Nova York, quando ingressou na Cooper Union. Seu foco passou a ser a arte.

Assim como seus colegas de profissão já citados aqui, Tom rejeitou o Expressionismo abstrato e incorporou objetos do dia a dia à arte. Ele deu preferência a representações do nu e das paisagens, além de montagens com propagandas.

Sua série mais conhecida e transgressora é a Great American Nude (1961-1962) na qual explorou formas gordas e cores intensas. Ele disse certa vez que sonhou com as cores vermelho, branco e azul e, ao acordar, decidiu iniciar a criação desta série. Com as cores e ícones de sua pátria, representou paisagens americanas e retratos de pioneiros. Algumas imagens eram retiradas de revistas e cartazes já descartados, em um formato extrapolado.

Great American Nude #1 (1961)

Great American Nude #57 (1964). Veja suas obras em seu site: www.tomwesselmannestate.org

Tom utilizava colagem e pintura misturados. Conforme suas obras atingiram escalas gigantes, ele procurou anunciantes para adquirir outdoors.

Alex Katz (Galeria Tanager) e Ivan Karp (Leo Castelli Gallery) ofereceram seus primeiros espaços na década de 60. Nos anos 70, Wesselmann continuou a explorar novas ideias e mídias. Sua grande série Standing Still Life, composta de telas de formato livre, trouxe pequenos objetos íntimos em escala maior.

Em 1980, sob o pseudônimo Slim Stealingworth, Wesselmann escreveu sua autobiografia focada em seu trabalho artístico. O artista plástico continuou a explorar telas moldadas e começou a produzir criações em metal. Ele promoveu a fabricação de uma máquina de corte a laser, a fim de traduzir fielmente seus desenhos no recorte do metal.

Após os anos 90, o artista passou a crias imagens tridimensionais abstratas. E em seus últimos anos de vida, dedicou-se à sua série Sunset Nudes, pinturas a óleo sobre tela, que lembravam Henri Matisse.

Viveu em Nova York até sua morte, em 2004, com esposa e filhos.


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1 comentário

10/06/2019 21:21

Nice!

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