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Série Hospital de Bonecas

Glock - 2006

Fotografia digital com impressão em papel FineArt. Tiragem: 8 cópias

50,00 cm altura x 70,00 cm largura x 0,10 cm profundidade

R$ 2.590,00

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O ARTISTA

Glock


A arte liberta, agride, denuncia, conta histórias, registra momentos que serão eternos, nos faz viajar a lugares que nunca iremos, mas que estão dentro de nós, como uma lembrança e uma saudade de um tempo que não vivemos.

Das memórias da infância vem à tona o menino que, desde pequeno, se encantava com as sessões fotográficas projetadas em slides pelos tios no retorno das suas viagens pela Europa. Era, talvez, a única criança que ficava assistindo enquanto as outras brincavam lá fora. Porém, não só na fotografia o documentarista e fotógrafo Glock diz encontrar inspiração, mas em todas as artes. Na música, no cinema, em um bom livro. “Ela está no ar, à nossa volta, nas galerias, na rua e no cotidiano mais vulgar; basta estar atento e presente”, afirma Glock. Seu olhar está em consonância com o do escritor e dramaturgo espanhol Federico García Lorca, que acreditava que “a poesia é algo que anda pelas ruas”.

O trabalho fotográfico de Glock é onde ele está e como a situação se apresenta. Jornalismo, social, institucional, esporte ou viagens, ele procura fazer tudo com o mesmo interesse. Sua técnica é a fotografia pura, mais original possível, sem manipulações. A cor sempre o seduziu, apesar de admirar muito a fotografia em preto e branco. Seu trabalho visual divide-se em duas vertentes: a fotografia e a imagem em movimento. Contudo, sempre juntas. Quando ingressou no jornalismo televisivo acostumou-se às reportagens, e isso contribuiu significativamente para a visão que busca em seus trabalhos atuais.

Glock nasceu em Curitiba, Paraná, em 1954. Trabalhou como cinegrafista para o jornalismo da rede SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Foi realizador e diretor de fotografia de documentários institucionais para o governo do estado do Paraná entre os anos de 1986 e 1990. Foi morar em Lisboa, Portugal, no final de 1990 e lá iniciou profissionalmente na fotografia. Dentre outros trabalhos, fazia pequenas reportagens para revistas do gênero. Por consequência, transferiu esta linguagem para os documentários em vídeo, para a televisão portuguesa. Realizou vários documentários sobre pessoas ou grupos singulares, minorias e cidadãos que vivem de alguma maneira à margem da sociedade estabelecida.

A série Hospital de Bonecas, de Glock, é um olhar sobre o envolvimento de adultos com brinquedos do imaginário infantil. Um casarão pombalino de quatro andares - em pleno coração de Lisboa - abriga bonecas há mais de 167 anos.

Em 1995, Glock lançou um livro sobre os “elétricos” - bondes - de Lisboa. Passou então a se dedicar paralelamente a este tipo de projeto e mais tarde publicou também o livro fotográfico intitulado “Tejo”, pela Editorial Caminho do Grupo Leya. Realizou programas para as tevês portuguesas RTP, RTPN e TVI. Produziu também trabalhos de videoclipe e making of publicitários. Foi autor e realizador de documentários em vídeo para a TV portuguesa RTP2. Ainda em Portugal, atuou como fotógrafo freelancer em revistas de reportagens, viagens e decoração de interiores. Suas andanças pela África nas ex-colônias portuguesas e o contato com uma nova realidade aguçou seu desejo por viagens e pela fotografia jornalística documental. Nesse país realizou vídeos institucionais e publicações fotográficas em Angola para o Instituto Marquês de Valle Flor, que é uma ONG portuguesa.

Parte das suas experiências ainda em Portugal, as fotografias da série Hospital de Bonecas foram captadas em simultâneo com a realização de um documentário em vídeo. O documentário, que toma o Hospital de Bonecas como ponto de partida, é um olhar sobre o envolvimento de adultos com brinquedos do imaginário infantil. Um casarão pombalino de quatro andares em pleno coração de Lisboa, na Praça da Figueira, abriga, talvez, o mais antigo e tradicional hospital de bonecas da Europa. São 167 anos de história. Suas proprietárias recebem variados tipos de pessoas à procura de solução para uma boneca desmembrada, suja e desfigurada pelo tempo e pelo esquecimento. Depois de tratadas no hospital, retomam o brilho, a fisionomia original e, talvez, uma outra identidade mais suave para compensar o abandono.

Em 2012 Glock retornou à Curitiba, após 22 anos em Lisboa. De volta ao Brasil, realizou dois novos documentários e participou com vídeos na mostra “Tupi or not Tupi”, no MON – Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Fotógrafo profissional há mais de 30 anos com publicações em revistas nacionais e estrangeiras, Glock participou de exposições no Brasil, Argentina, Portugal e Inglaterra. Merecem destaque as exposições individuais em Córdoba e no Ushuaia, na Argentina; a exposição na Galeria 12A, em Lisboa; e a exposição no Bloomsbury Theatre, em Londres, Inglaterra. Participou de vários festivais de documentários, nos quais conquistou vários prêmios e menções honrosas. Dentre eles, o Chafarizes de Luanda, em 2009, no Festival Internacional MedCine 09 em Cascais, Portugal, e o Padre Motard, em 2010, Prêmio Favorito do Público, de melhor documentário curta no Cinesul, Rio de Janeiro.

Conta Glock, como fato curioso, que quando jovem era tão tímido que enrubescia por qualquer coisa. Passou então, ainda na adolescência, a usar óculos escuros. Era quase que uma marca sua. Estava sempre de óculos escuro. Dias nublados, à noite, no gabinete do governador na época do jornalismo de televisão, onde quer que fosse: seus óculos estavam sempre colados ao seu rosto. Estilo, diziam alguns. Mas ele admite que acima de tudo, era o seu escudo, sua proteção contra a timidez, que, depois de muitos anos, seria superada. 

Sob o olhar liberto de Glock, a arte sempre teve e terá importância fundamental para o ser humano, pois a seu ver ela é o reflexo da vida como a imaginamos ou queríamos que fosse. Ele também acredita ser a arte o espelho do desespero, dos conflitos internos que atravessam gerações e que nos são inerentes a todos. “A arte liberta, agride, denuncia, conta histórias, registra momentos que serão eternos, nos faz viajar a lugares que nunca iremos, mas que estão dentro de nós, como uma lembrança e uma saudade de um tempo que não vivemos. Isto é poesia, é arte”, reflete Glock.



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