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Mar da Prainha

Dulce Osinski - 2019

Aquarela sobre papel Canson Montval

30,00 cm altura x 42,00 cm largura x 0,50 cm profundidade

R$ 3.715,00

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A ARTISTA

Dulce Osinski


A liberdade de expressão e o respeito ao outro são os maiores valores de um meio cultural que se deseja civilizado

“Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo”, escreveu John Donne, poeta metafísico inglês do século XVII. Essa citação parece ser a vertente da artista plástica Dulce Osinski, que incorpora em seu trabalho artístico múltiplas influências que não provêm somente do campo da arte, mas da vida como um todo. Dulce contesta a ideia de padrões inspiradores, pois acredita que somos constituídos de um mosaico de informações, o tempo todo relacionando os fazeres de outros aos nossos, e os ressignificando.

Às vezes percepções gerais, às vezes detalhes. A artista está aberta ao mundo, e suas ideias podem brotar de uma visita a uma exposição, mas também de um noticiário, de um anúncio publicitário, de um passeio ou uma experiência de vida. “Ver arte me inspira, tanto aquela produzida por artistas já canonizados, mas também o que se faz de novo”, sustenta Dulce.

A artista transita por assuntos variados que dizem respeito à sociedade contemporânea, que vão desde os falsos moralismos e o consumismo, à hipocrisia dos discursos com relação à violência, e mais especificamente às armas de fogo.

Em 1985, tendo conquistado uma bolsa de estudos por conta de sua descendência, rumou para a Polônia para um estágio de pós-graduação de dois anos na Academia de Belas Artes de Cracóvia. Dulce Osinski menciona essa experiência como uma das mais fantásticas, tanto do ponto de vista da sua formação como no que se refere à experiência de vida. A história deste país tão sofrido a colocou em contato com a estupidez dos autoritarismos. Os de direita, como o nazismo, que, na visão da artista, transformou a terra polonesa no palco de guerra mais horrendo do contexto da segunda guerra mundial; ou de esquerda, como o comunismo, que lá foi implantado à revelia dos poloneses. A partir daí, Dulce adquiriu aversão a qualquer forma de extremismo, intolerância ou preconceito. “Direitos humanos são valores inegociáveis e é por eles que me pauto”, reflete.

A artista transita por assuntos variados que dizem respeito à sociedade contemporânea, que vão desde os falsos moralismos e o consumismo, à hipocrisia dos discursos com relação à violência, e mais especificamente às armas de fogo. Mais recentemente, temas relacionados ao espaço geográfico que habitamos, à sua apropriação utilizando meios digitais. A natureza como idealização e construção humana, como os jardins, ou seja, uma natureza de ordem artificial. Suas motivações são as contradições do ser humano, expressas em seu pensamento, atitudes e obras.

O trabalho de Dulce explora meios de expressão bidimensional, especialmente a pintura, o desenho e a gravura. Também incursiona por vezes pela fotografia. A artista aprecia o diálogo interlinguagens, a experimentação dos mesmos projetos em meios diversos. Essa liberdade de expressão é inerente à alma da artista, que desde ainda muito pequena costumava desenhar com caneta esferográfica nas pernas de sua tia Maria Eugênia, que então morava com sua família e se preparava para o vestibular de medicina. “Em meados dos anos 60, época em que as mulheres usavam saias, isso implicava para ela longos períodos de esfregação para retirada das “bonequinhas” feitas por mim”, relata Dulce.

Um tempo depois foi encaminhada por seus pais a aulas de violão e pintura. Teve aulas com a professora e artista plástica paranaense Ida Hannemann de Campos, e foi por ela iniciada e incentivada a se aproximar da arte moderna e contemporânea. Durante toda a adolescência experimentou técnicas e exercitou o desenho, as faturas pictóricas e até mesmo um pouco de gravura. Paralelamente, passou a frequentar o atelier do Museu Alfredo Andersen, onde foi aluna de Luiz Carlos Andrade Lima, um dos grandes nomes da pintura paranaense. Assim como Ida Hannemann, ele também a deixava bastante livre para criar, defendendo que cada um deveria explorar sua individualidade.

Mais tarde decidiu cursar arquitetura, mas acabou por prestar também o vestibular da Escola de Belas Artes do Paraná, faculdade que optou por se dedicar exclusivamente. Após concluir o ensino superior, frequentou o atelier de litografia da Casa da Gravura, no Solar do Barão, onde entrou em contato com o universo gráfico. Lá passava dias inteiros e às vezes até noites, acompanhada de amigos que animavam aquele ambiente com suas pesquisas e produções. Dulce reconhece essa como uma época muito proveitosa em sua trajetória.

Ao voltar para o Brasil depois dos estudos na Polônia, a artista decidiu aliar a carreira de docente à de artista. Atuou então até 1989 como orientadora de gravura no Solar do Barão e como professora da Escola de Belas Artes do Paraná. Em 1990, ingressou no Departamento de Artes da Universidade Federal do Paraná, iniciando então sua trajetória acadêmica. Dulce conta que o contato com estudantes complementa a sua atividade criadora, por colocá-la em constante contato com a discussão e com o debate. “A liberdade de expressão e o respeito ao outro são os maiores valores de um meio cultural que se deseja civilizado”, afirma a artista que tem fomentado esse princípio em sua carreira docente tanto quanto em sua atuação como artista.

Nascida em Irati, interior do Paraná, em 1962, a artista plástica e ilustradora realizou também curso de aperfeiçoamento em arte-educação na Universidade do Tennessee em Chattanooga, USA, em 1995. É mestre e doutoura em Educação pela Universidade Federal do Paraná, onde atua como docente, tendo ocupado o cargo de Coordenadora de Cultura daquela Instituição de 1998 a 2002. Coordenou, de 1999 a 2008, o Projeto de Extensão Oficina Permanente de Gravura da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Realizou mais de vinte exposições individuais, destacando-se a na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, no Clube Internacional da Imprensa e Livro, em Jelenia Góra, Polônia, e no Museu de Arte Contemporânea do Paraná, em Curitiba. Dentre as inúmeras participações em exposições coletivas, merecem citação a Coletiva de Gravadores Brasileiros da Casa da Gravura em Middletown, Ohio, USA; a da Galeria Puste Blumen, em Berlim; a Semana da Cultura Brasileira, em Rzeszów, Polônia; a do Himeji City Museum of Art, em Himeji, Japão; a Miniart 91, em Olofström, na Suécia; e a Mairie de Massy, na França.

Conquistou diversos prêmios, dentre eles o da VIII Mostra do Desenho Brasileiro, no 47° Salão Paranaense, na X Mostra da Gravura - Cidade de Curitiba, e na 1ª Mostra Nacional de Gravuras de São José dos Campos.

Possui obras em acervos de museus e instituições, entre eles o Museu de Artes de Santa Catarina, o Museu de Artes do Distrito Federal, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná, o Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, o Museu da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, o Australian National Gallery de Camberra, Austrália, e o State Museum em Majdanek, na Polônia. Têm diversas ilustrações publicadas.

Os ideais de liberdade e autonomia fazem parte da história de vida de Dulce, que em sua adolescência atuou como dançarina no grupo de Folclore Polonês da cidade, já tocou cavaquinho em praça pública e em 1980 deu um abraço no Papa João Paulo II. Fez sua primeira viagem à Europa num navio cargueiro e conta que gosta de andar de bicicleta e de qualquer atividade física que envolva água, e que faz qualquer coisa por um bom mergulho. Também diz adorar cozinhar, mas faz isso como artista, isto é, sem seguir receitas. Definitivamente, receitas prontas não combinam com ela.

“A arte é de extrema importância como vetor crítico social e cultural, além de possibilitar a todos - produtores e apreciadores - experiências que fogem do domínio do verbal e do cotidiano”, declara Dulce Osinski.



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