Neoconcreto: um movimento artístico 100% brasileiro


Muita coisa que acontece na história da arte vem de reação e contraponto. O neoconcreto, movimento artístico criado no Brasil no final da década de 50, surgiu em reação ao concretismo, que trazia geometrismo em tudo. A “reação”, como dizemos aqui, não é uma “negação” e, sim, uma abertura para novas concepções e formatos.

O concretismo, surgido na Europa no início do século XX, chegou ao Brasil no começo da década de 50 por meio do artista suíço Max Bill (1908-1994) e do russo Vladimir Maiakovski (1893-1930). Considerado um movimento de vanguarda, impactou toda a produção artística. Na literatura, valorizava a forma e o visual, os efeitos gráficos, a racionalidade. Baniu os versos e estrofes, em detrimento do Expressionismo e da abstração lírica. Já nas artes plásticas, buscava formas precisas e abstratas. Trouxe muito do Cubismo. Incorporou o cientificismo.

Exemplo de poema concreto. Poema Lixo Luxo, Augusto de Campos (1965). Imagem para mera ilustração do site Brainly

Já para os neoconcretistas a arte não poderia ser convertida em um objeto. Nela cabe a subjetividade, ao passo que o concretismo tornava tudo muito objetivo. O geometrismo excessivo – aquele negócio de “tudo quadradinho” – incomodava os artistas que criaram o neoconcreto.

Como o neoconcretismo despontou

No final da década de 50, um grupo de artistas no Rio de Janeiro começou a discutir uma resposta à objetividade do movimento em voga. Queriam mais expressividade e sensibilidade na criação artística nacional. Além de desejarem recuperar uma certa liberdade do artista, que não deveria ser visto como um inventor em série. Queriam também aproximar o observador para que ele pudesse se sentir parte da obra.

Ferreira Gullar, crítico de arte e um dos maiores poetas brasileiros, publicou no Jornal do Brasil, em 23 de março de 1959, um texto que jamais seria esquecido na história da arte. O Manifesto Neoconcreto se transformaria em um documento e teria adesão de diversos artistas renomados. O documento foi um dos poucos manifestos do mundo artístico traduzidos para outras línguas e faz parte da história da arte contemporânea internacional.

O texto foi escrito para a introdução da 1ª Exposição de Arte Neoconcreta do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). A princípio, parece apenas um texto questionador – e era – porém há muito o que se interpretar desta manifestação que mudou a história da arte. Os neoconcretistas falaram de uma "perigosa exacerbação racionalista" do movimento concreto paulista, característica que também acompanha o modo de viver de uma sociedade.

 

“O neoconcreto, nascido de uma necessidade de exprimir a complexa realidade do homem moderno dentro da linguagem estrutural da nova plástica, nega a validez das atitudes cientificistas e positivistas em arte e repõe o problema da expressão, incorporando as novas dimensões “verbais” criadas pela arte não-figurativa construtiva. (...) Não concebemos a obra de arte nem como “máquina” nem como “objeto”, mas como um quase-corpus, isto é, um ser cuja realidade não se esgota nas relações exteriores de seus elementos; um ser que, decomponível em partes pela análise, só se dá plenamente à abordagem direta, fenomenológica”. Trecho do Manifesto Neoconcreto.

Alguns consideram a onda neoconcretista como o melhor momento da arte brasileira no século XX.

Os precursores do neoconcreto: Ferreira Gullar (1930-2016)

Ferreira Gullar. Imagem para mera ilustração do site Academia Brasileira de Letras

José Ribamar Ferreira, ou Ferreira Gullar (seu pseudônimo) foi um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras. Nasceu em São Luís (MA) e realizou boa parte do seu trabalho residindo no Rio de Janeiro (RJ). Antes de sua morte, muitos críticos o consideravam o maior poeta vivo brasileiro. Foram quase seis décadas de produção artística, o que permitiu que o poeta passasse pelas mais importantes fases da poesia brasileira no século XX. Ele fez parte de um movimento literário que lançou o pós-modernismo no Maranhão. Já no Rio de Janeiro, participou do movimento da poesia concreta, demonstrando inovação em sua criação, em meados de 1956.

“Não há vagas” de Ferreira Gullar (1963)

Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
– porque o poema, senhores,

está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.

 

Afastou-se do concretismo mais de 10 anos depois, em 1959. Foi quando ele, junto com os artistas Lígia Clark e Hélio Oiticica, idealizaram o neoconcretismo. O poeta foi militante do Partido Comunista Brasileiro e exilado pela ditadura militar. Nesta época viveu na União Soviética, na Argentina e no Chile.

O não-objeto de Gullar e dos neoconcretistas

Antes de continuar falando dos artistas deste movimento, vamos entender um conceito criado por Ferreira Gullar: a teoria do não-objeto. Trata-se de uma das mais originais do artista e uma das maiores contribuições da onda do neoconcreto. Este estudo, com conclusão bem afirmada, é o resultado de anos de pesquisa sobre arte moderna, mais precisamente, da arte chamada de não-figurativa.

Não se trata de um objeto negativo ou do oposto a um objeto, nem de um antiobjeto. É, sim, um objeto especial feito de experiências sensoriais e mentais sintetizadas. Um fenômeno. Uma aparência.

Nas palavras do próprio criador do termo: “Quando nos subtraímos à ordem cultural do mundo, vemos os objetos sem nome - e nos defrontamos com a sua opacidade de coisa. Pode dizer-se que, nessas circunstâncias, o objeto torna-se próximo do que chamo de não-objeto, mas, precisamente neste ponto, manifesta-se a diferença fundamental entre os dois: sem nome, o objeto torna-se urna presença absurda, opaca, em que a percepção esbarra; sem nome, o objeto é impenetrável, inabordável, clara e insuportavelmente exterior ao sujeito. Não-objeto não possui essa opacidade, e daí o seu nome: o não-objeto é transparente à percepção, no sentido de que se franqueia a ela. E a diferença entre os dois torna-se mais precisa: só pelas conotações que o nome e o uso estabelecem entre o objeto e o mundo do sujeito pode o objeto ser apreendido e assimilado pelo sujeito. É, pois, o objeto um ser híbrido, composto de nome e coisa, como duas camadas superpostas das quais uma apenas se rende ao homem - o nome. O não-objeto, pelo contrário, uno, íntegro, franco. A relação que mantém com o sujeito dispensa intermediário. Ele possui uma significação também, mas essa significação é imanente à sua própria forma, que é pura significação (...)”. Ferreira Gullar. Texto de 1959.

Lygia Clark (1920-1988)

Lygia Clark. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

A mineira, radicada no Rio de Janeiro, iniciou sua formação artística nesta cidade, em 1947, tendo como tutores Burle Marx e Zélia Salgado. Na década de 50 foi estudar em Paris. Lá realizou sua primeira mostra individual e depois retornou ao Rio, dedicando-se à pintura abstrata. Ao extrapolar os limites das molduras dos quadros com telas geométricas, passou a trabalhar no campo das esculturas. Após realizar outra mostra individual no Ministério de Educação e Saúde, entrou para o Grupo Frente junto com outros artistas, alguns os quais seriam seus companheiros de neoconcretismo.

Trepante (1965). Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

Superfície Modulada (placa de madeira cortada em duas por uma fissura), início, segundo Gullar, de um desmembramento do quadro de que surgiram os Casulos e depois os Bichos (esculturas articuláveis em metal), duas das séries mais disputadas da artista neoconcreta.

Superfície Modulada (1958). Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

Bichos (1965). Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

Clark usava muito preto e branco. Utilizava placas de madeira postas uma sobre a outra e as cobria com tinta industrial aplicada com a ajuda de uma pistola. Ela queria que o espectador entrasse na obra. Criou, então, trabalhos que estimulavam a percepção sensorial, que abraçavam o apreciador.

Entre 1970 e 1975 viveu em Paris e lecionou na Sorbonne. Queria explorar a energia criativa dos alunos, estimulando-os a usar objetos estranhos como bolinhas de pingue-pongue, tubos submarinos etc.

Em 1977 abandonou o meio artístico e tornou-se terapeuta, trabalhando com a parte sensorial dos pacientes. De volta ao Brasil, em 1978, abriu um consultório em seu apartamento no Rio. Foi ganhando notoriedade internacional a partir dos anos 80, colecionando retrospectivas dedicadas em várias capitais e em mostras antológicas da arte internacional do período pós-guerra.

Considerava que o concretismo e o neoconcretismo eram uma coisa única: enquanto o concreto trazia o radicalismo racional, o neoconcreto englobava expressão e fenomenologia do filósofo francês Merleau-Ponty. Para ela, estas eram as diferenças entre um e outro.

Hélio Oiticica (1937- 1980)

Helio Oiticica. Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

Fiel ao neoconcreto por pouco tempo, o artista ainda carregava as bases da arte tradicional. Mesmo assim criou de maneira original. É considerado um dos artistas brasileiros mais inovadores da arte contemporânea. Produziu um excelente leque de obras com origens fundadas no modernismo europeu.

Primeiro aderiu ao concretismo. Produzia guaches sobre cartão, retângulos presos a grades e curvas para imprimir certa leveza. Trouxe um aspecto tridimensional utilizando efeitos de sombra e relevo. Após 1959, já dentro do contexto neoconcreto, foi quando realizou suas mais originais criações. Caminhou para as experiências ambientais, criando verdadeiros cenários e disponibilizando objetos que o público podia, inclusive, vestir, por exemplo, parangolés, capas próprias do tropicalismo nos anos 60.

Sua obra Bilaterais traz placas de fina espessura com dobras sobrepondo-se em vários planos com espaço entre eles. Nesses trabalhos, o artista faz uso de várias tonalidades de amarelo e laranja, sugerindo o fluxo contínuo de uma cor à outra - esta transição faz da obra o que ela é, atingindo, então, o que ele chama de cor-tempo, conferindo à obra uma existência psíquica. A obra existe somente enquanto dura este processo. A arte passa do estado estático, e o observador passa a experimentar a sua movimentação.

Bilaterais. Imagem para mera ilustração do site Instituto Itaú Cultural

Magic Square #5 (1977). Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

Grande Núcleo (1966). Imagem para mera ilustração do site Wikiart.org

Amilcar de Castro (1920-2002)

Junto com o carioca Sergio Camargo e com o austríaco Franz Weissmann, o mineiro Amilcar de Castro formou o que foi chamado de “trindade construtiva da escultura brasileira”. O escultor é uma referência para os artistas brasileiros na arte com ferro e madeira. Foi um signatário do Manifesto Neoconcreto, mas nunca negou o concretismo, seguindo uma trajetória individual e independente. Era um intelectual, autor do projeto gráfico do suplemento de cultura do Jornal do Brasil, no final dos anos 50. Viveu nos EUA como Bolsista da Fundação Guggenheim nos anos 60.

Escultura de Amilcar dos anos 80. Imagem para mera ilustração do site Instituto Amilcar de Castro

Sua criação era constituída, basicamente, de um metal sem muito charme, duro, sério: o ferro. Mesmo assim, o artista trouxe atratividade ao material. Suas obras de arte não combinam com a retórica ornamental. Ele alcança um patamar monumental, com formas despojadas, rompe com o barroco. A economia de meios era seu conceito básico, junto com o rigor da forma.

O Palácio da Alvorada ganhou uma escultura de Amilcar de Castro avaliada em R$1 milhão em 2018. Imagem para mera ilustração e informações do site EBC

Todos os artistas do grupo Neoconcreto

Veja a lista de artistas signatários do Manifesto Neoconcreto. Os precursores são Ferreira Gullar (autor do texto) e Lygia Clark.

Ferreira Gullar (1930-2016): poeta e crítico de arte maranhense

Lygia Clark (1920-1988): pintora e escultora mineira

Lygia Pape (1927-2004): artista carioca

Hélio Oiticica (1937-1980): artista carioca

Reynaldo Jardim (1926-2011): jornalista e poeta paulista

Theon Spanudis (1915-1986): poeta e crítico de arte turco

Amílcar de Castro (1920-2002): escultor, artista plástico e designer mineiro

Willys de Castro (1926-1988): artista mineiro

Hércules Barsotti (1914-2010): artista paulista

Franz Weissmann (1911-2005): escultor austríaco


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Karina Marques

Sem título

21,00 x 30,00 x 0,10 cm
Desenho realizado com pincel e nanquim sobre papel sulfite branco 180g

USD 225,00

Juarês Matter

Série Skate Art

160,00 x 118,00 x 0,50 cm
Pintura acrílica sobre policarbonato 5mm recortado em base de alumínio

USD 7.145,00

Worsiley Gouveia

Presépio minimalista Maria, José e Jesus

6,60 x 15,00 x 6,60 cm
Escultura de cerâmica

USD 345,00

Alexandro Auler

The Dark Side of the Sun

80,00 x 120,00 x 0,10 cm
Fotografia digital. Impressão em papel Hanhemuhle Photo Rag

USD 1.090,00

Malu Brandão

Raio

28,00 x 24,05 x 0,10 cm
Linoleogravura sobre papel

USD 275,00

Juliano Volpato

Torso

26,00 x 39,00 x 15,00 cm
Escultura - entalhe em madeira de reuso (Ipê)

USD 1.615,00

Carol Peso

labores

40,00 x 40,00 x 2,00 cm
Acrílica sobre tela

USD 160,00

Lucas Ksenhuk

Sem título

120,00 x 100,00 x 0,10 cm
Acrílica sobre tela

USD 925,00

Dhi Ferreira

Série Superagui

90,00 x 180,00 x 0,10 cm
Óleo sobre tela

USD 1.950,00

RSTomczak

Maçãs, caqui e objetos

35,00 x 40,00 x 0,10 cm
Óleo sobre tela

USD 675,00

Evandro Karvat

Leão # 13

70,00 x 50,00 x 0,10 cm
Espatulado com tinta acrílica sobre tela e acabamento em verniz acrílico

USD 625,00

Dulce Osinski

Jardim de plástico XVIII

40,00 x 60,00 x 0,10 cm
Acrílica sobre plotagem digital impressa em plástico

USD 715,00

Juliano Volpato

Samba

20,00 x 58,50 x 14,00 cm
Entalhe em madeira de reuso (Peróba)

USD 2.970,00

Marco Rocha

Jurassic love

21,00 x 45,00 x 15,00 cm
Granito rosa

USD 1.795,00

Mario Amaral

Devaneio. São Paulo, Brasil

135,00 x 108,00 x 0,10 cm
Fotografia impressa com pigmento mineral em papel Hahnemühle Photo Matt Fibre 200g. Tiragem 1/15

USD 1.145,00

Bemgi

Phisiochromia 2

50,00 x 50,00 x 0,10 cm
Acrílica sobre tela

USD 1.365,00

Patrícia Costa

Os búzios dizem

42,00 x 35,00 x 0,10 cm
Arte digital / papel Hahnemuhle Matt 200g / Tiragem 10/10

USD 460,00

Antonio Peregrino

Um caminho que se abre, série Fernando de Noronha

120,00 x 80,00 x 0,10 cm
Fotografia com pigmentos minerais sobre papel (Canson Rag photographique 100% algodão). Tiragem 0/10

USD 1.000,00

Leopoldino de Abreu

O Abraço II

58,00 x 33,00 x 25,00 cm
Mármore branco calacatta sobre imbuia

USD 3.430,00

Guilherme Santos

Músico Tocando Zabumba

35,00 x 6,50 x 12,00 cm
Madeira cedro esculpida

USD 255,00

Ana Lecticia Mansur

Intrecciato

30,00 x 40,00 x 3,50 cm
Acrílica sobre tela

USD 825,00

André Brik

Kidnapped Nigiri

60,00 x 60,00 x 0,01 cm
Pigmentos minerais sobre papel Canson Rag 100% algodão - tiragem limitada - 1/20

USD 670,00

Marcos Marcolla

Abstrato

170,00 x 100,00 x 0,10 cm
Fotografia impressa em Hahnemühle Art Canvas com pigmento mineral. Tiragem 1/5

USD 1.840,00

Rose Osório

Delusão

80,00 x 140,00 x 0,04 cm
Acrílica sobre tela

USD 2.530,00

André Brik

Clementine’s Anatomy (Half And Hollow Series)

60,00 x 60,00 x 0,01 cm
Pigmentos minerais sobre papel Canson Rag 100% algodão - tiragem limitada - 1/20

USD 670,00

Dulce Osinski

Jardim de plástico VII

64,00 x 40,00 x 0,10 cm
Acrílica sobre plotagem digital impressa em plástico

USD 675,00

Adriana Queiroz

Mandacaru III

120,00 x 80,00 x 0,10 cm
Fotografia digital papel Photo Matt Fibre Tiragem 10

USD 830,00

Lavalle

Natureza I

20,00 x 30,00 x 0,10 cm
Desenho com grafite sobre papel layout

USD 420,00

Dhi Ferreira

Sem título

106,00 x 106,00 x 0,10 cm
Acrílica sobre tela

USD 2.050,00